21 Julho 2011

Quarta às 00

Dizem que todo mundo tem seus esqueletos no armário. Aqui eu vou arrancar alguns e mostrar para o mundo.
A primeira história do "Quarta às 00" pode ser considerada polêmica, um esqueleto e tanto, ainda mais vinda de um rapaz hetero. Mas dizem que o sexo, o prazer, não conhece a barreira dos gêneros e que só precisamos ter uma cabeça aberta para possibilidades...
O protagonista dessa aventura polêmica, teve uma oportunidade nas mãos e tomou a decisão que julgou melhor.
Mas vamos deixar que o próprio conte os fatos a vocês...



Breno

Foi aos dezessete anos. Meu corpo ainda não havia atingido seu auge naquela época, mas já tinha pêlos nos lugares certos e um caminho da felicidade formado de penugens .
Uma pele branca, mas bronzeada, ombros largos, braços fortes e abdômen definido. Minhas coxas eram grossas e bunda empinada. Era um esportista.
Tudo o que eu queria, conseguia com um sorriso e uma jogada de cabelo, que era bagunçado, liso, castanho e chegava à ponta do nariz. Ou melhor, quase tudo. Havia uma coisa que ainda não tinha conseguido, e estava me deixando louco.
Eu não sou gay, mas a primeira e melhor vez, aconteceu com um garoto.
Era um treino de futebol sábado de manhã. Em uma semana começaria o campeonato entre as escolas da região, e naquele dia seria decidido, definitivamente, quem ficaria no time principal.
Estava com mais cinco amigos atrás da arquibancada. Costumávamos nos esconder lá, antes e depois das aulas, para fumar um cigarro e conversar sobre a vida. O pessoal sabia e não ligava.
Mas aquela vez foi diferente, o Breno apareceu, com o Treinador alguns passos atrás, nos apontando e se vangloriando.
Ele estava entre os reservas, claro. Desajeitado como era, um loiro de olhos mel, e cabelo arrepiado. Todo mundo dizia que era viado, mas eu deixava o cara em paz. A galera devia zoar porque a falta de pelos e a bunda grande faziam o corpo dele parecer feminino.
Enfim, perdemos a chance de continuar no time, mesmo sendo os melhores jogadores e nossos pais seriam notificados do acontecimento. Estávamos furiosos, ainda mais depois que ele conseguiu uma vaga. Sabíamos que o treinador sairia mais cedo e deixaria a quadra para ser fechada pelo vigia, depois que os alunos se trocassem. Pedimos para o resto do pessoal ir mais cedo e todos concordaram, daríamos uma lição no Breno.
Entramos no vestiário onde só, tomava banho distraído. Estava pensando em soca-lo. Mas a água corria por seu corpo e foi então que senti algo. Aquele garoto, aquela bunda gostosa... parecia mesmo com a de uma menina. A água caía devagar, fazendo contornos entre suas coxas sem nenhum pelo, formando um caminho naquele reguinho.
A raiva foi se misturando com o tesão e, ao sentir a diferença de volume em minha calça, pensei em desistir e ir para casa.
Mas Matheus, um moreno de traços indígenas já o segurava por trás e Breno se debatia e gritava, pedindo para ser solto.
Renato, que era um repetente, o ajudou e o seguraram no chão. Prenderam-no com as costas para cima. Davam tapinhas em sua bunda, roçavam nele, riam e alisavam seu corpo. Eu só olhava. Toda aquela cena mexia comigo, vai ver porque eu era virgem e aquele garoto pelado era demais para mim.
Alguém começou a forçar o dedo na portinha do seu rego e os protestos de Breno pareciam perder um pouco da força, na verdade, ele estava segurando o ar como se tivesse medo de algo. Foi quando eu, ainda observando de longe, soltei as minhas primeiras palavras, quase por acidente: “Ele está excitado...”
Meus amigos ouviram e notaram, rindo, que era verdade. As zoações aumentaram, até que Rafael, um moreno baixinho, teve uma idéia. Agarraram um rodo e colocaram na ponta uma camisinha de um dos meninos, começaram a enfiar de vagar no rabo do Breno, que começou a chorar, pedindo para pararem, por favor.
Ele gritava e se mexia muito, mas com a força de dois caras, um de quase dezenove anos, ficava difícil conseguir sair e se mexer, naquela altura, era mais dolorido que eficiente, com certeza. Me olhava desesperado, pedia ajuda para mim com os olhos, e eu parado ao lado da cena, sem fazer nada.
A humilhação daquele menino, tão gostosinho e indefeso, as lágrimas que desciam de seus olhos, a minha raiva, tudo se misturava dentro de mim e estava me deixando num ponto insuportável de desejo.
Não pensei mais em nada, corri para o meio da bagunça, joguei aquele rodo longe e, com meu melhor sorriso debochado, disse que ele precisava de um homem de verdade.
Virei seu corpo pra cima, queria ver o rosto dele. Sei que estava tentando ainda sair dali, mas me olhava como se quisesse aquilo.
Os garotos riam enquanto eu desabotoava a calça, meu olhar não desviava do seu, era como se só os dois estivessem presentes.
Levantei suas pernas macias enquanto ainda o seguravam, mas desconfio que, se o largassem, ficaria quieto e as levantaria para mim de boa vontade. Aquilo, aquela submissão, aqueles olhos claros com um brilho que refletia um certo alívio, misturado com desejo e a fagulha do medo, que só eu podia entender.
Fui colocando meu pinto devagar. Sentia seu cuzinho piscando. Estava me pedindo, me chamando. E eu queria mais, aquele cabacinho virgem... apertado... quente...
Éramos um só. Eu enfiava, ele segurava, eu tirava, ele soltava, fazia pressão de leve, brincava comigo. Eu pensei que, se toda vez fosse daquele jeito, sexo seria uma maravilha.
Só nós dois, aquela bunda gostosa, aquele corpo frágil, aquele olhar indefeso. Ele me queria, dava pra saber. Desde quanto tempo? Como não percebi? E se percebesse antes, teria feito algo? Comecei a gemer como louco e ele fechou os olhos e mordeu o lábio inferior. Gemia também, baixinho de vergonha no começo. Mas ninguém falava mais nada. Todos observavam, todos queriam estar no meu lugar... ou no dele. Estavam de boca aberta, queriam fazer algo, via-se nos olhos tentando esconder o desejo, mas não tinham coragem.
Éramos só eu, o Breno, aquele vai e vem gostoso. Eu queria encostar nele, pegar no pau dele, chupar, sei lá. Falar umas putarias, daquelas que a gente ouve nos filmes de sacanagem, “meu puto gostoso”, “rebola no meu pau”, “quero te comer até você gozar, sua putinha.”; mostrar que eu queria o momento tanto quanto ele. Mas não podia dar aquela bandeira.
E as estocadas aceleravam e eu ficava mais descontrolado. Ia explodir, aquele buraco era apertado demais, era uma tortura cada segundo do vai-e-vem que eu me afastava daquele garoto chato dono do rebolado mais safado e provocante do mundo. Ele me tinha na mão, entre as pernas, naquele cuzinho apertado.
Eu estava metendo feito louco e ele já não ligava mais, gritava de prazer. Eu, também mais desinibido, o chamava de viadinho safado, mulherzinha, e a resposta eram gemidos mais altos.
Gozou comigo dentro dele, sem encostar no pau. A porra voou até seu cabelo e, vendo isso, gozei dentro daquele reguinho.
Levantei, vesti minha roupa sem dizer nada, olhei em seus olhos, meio que pedindo segredo e fui embora, seguido por meus amigos que, sem entender o que havia acontecido de fato, faziam festa dizendo que eu tinha dado a maior lição naquela ‘bichinha’.
Breno não voltou mais à escola, pediu transferência, mas, até onde sei, nunca contou nada daquele dia a ninguém. Eu nunca mais fiquei com homens. Mais tarde naquele ano, comecei a comer meninas e não mudei mais o cardápio.
Mas ele continua, de longe, sendo minha primeira e melhor foda.

1 comentários:

  1. Excelente narrativa, bastante excitante e provocativa... Precisa d um reencontro entre os 2, já quero saber o q rolou rsrs ;D

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